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2ª
Parte
14 – Ausência – Nilson Matos Pereira.
15 – Sem Você. – Cleuza Matias Nogueira.
16 – Tua Ausência – Virginia M.C.L.M. dos Santos.
17 – Angústia e Delírios – Vera Alice Danuccio
18 – Lembranças de um amor Ausente – Vera Alice Danúcio.
19 – Apenas Só. – Lenamais.
20 Tua Ausência – Carvalho Branco.
21 – Ausência – Shyrlei Pinheiro.
22 – Tua Ausência – Célia Lamounier.
23 – Quando não estás. – Venina M. dos Santos,
24 – Tua Ausência. Cel – Cecília Carvalho.
25 – Lembranças – Nancy Cobo.
26 - Boa Noite Amor - Bette Vittorino
27 - Épocas Esparsas - Belvedere
28 - Marasmo Cruel - Alberto Peyrano
14
- Ausência.
(Nilson Matos Pereira)
A tarde vai caindo lentamente
Cinzenta, sem ter pressa, no abandono
Respira o leve vento morto em sono
Enquanto penso em ti, meu bem, ausente
Parece comunhão com Natureza
Se brilha o sol e o dia resplandece
Uma alegria invade como prece
Não tem esse lamento de tristeza
A noite vai chegando de mansinho
Que falta faz, amor, o teu carinho
O corpo, voz, olhar e coração
Tua presença é luz na minha vida
Se não estás, a estrada percorrida
Joga minh’alma em triste escuridão
15
- Sem Você!
(Cleuza
Matias Nogueira)
Sem você meu mundo é morno e sem sentido
As cores do céu não possuem o mesmo matiz
Até a Lua vem sussurrar ao meu ouvido
Que sem você, não consegue ser feliz!
O Sol por sua vez, até aquece o ser humano
Mas teima em não liberar todo seu calor
Entes da floresta, a reclamar mudam de planos
Não trabalham pelo bem da natureza com ardor!
A te chamar eu fico aqui, aflita e pensativa
Doida por te ver, e chegue a hora de você voltar
E me preparo, numa corrida quase que aflitiva
A espera do momento em que vou te amar !
Que poder tem sua presença em minha vida !
Que energia trazes pelo simples fato de existir !
Desejo por você estar sempre a ser querida
E altiva, passar o resto dos meus dias, a sorrir !
16
- Tua Ausência.
(Virginia
M.Da C.L.M. Dos Santos)
OLHO POR TODA A VOLTA E NADA TENHO PARA ENXERGAR,
ESTOU SÓ, PERCEBO OS ECOS DOS MEUS PENSAMENTOS,
QUERO TE CHAMAR! ME DESESPERO, NÃO PODES ESCUTAR,
SOMENTE A SOLIDÃO ACOMPANHA-ME NESTES MOMENTOS...
ESQUEÇO QUEM SOU, QUERO FUGIR E NÃO SEI AONDE VOU,
OS MEUS PASSOS CONHECERAM OS CAMINHOS DESTA DOR,
TENHO MEDO, AGARRO-ME AO PASSADO, NADA MAIS RESTOU.
LEMBRO DE DEUS, PEÇO PAZ, NEM MESMO ÊLE ME ESCUTOU.
BUSCO A VOZ EM UMA CANÇÃO, A MELODIA PARECE CHORAR,
DA JANELA, EU VEJO O HORIZONTE, E O SOL MORRE COMIGO,
OLHO O TELEFONE MUDO, NÃO TENHO MAIS A QUEM CHAMAR,
ALMA DESESPERADA BUSCA NA LEMBRANÇA UM AMOR ANTIGO...
VOLTO OS PONTEIROS DA VIDA, NOS TEMPOS DA INOCÊNCIA,
DEITO NOS BRAÇOS MATERNOS, ESCUTO A MESMA CANTIGA,
CHORO TODAS MINHAS TRISTEZAS E SINTO A TUA AUSÊNCIA,
AUSÊNCIA A DILACERAR-ME NESTA TUA PRECOCE PARTIDA.
03-10-2004
17
- Angústias e Delírios
( Vera Alice Danuccio)
Se essa angústia por guardar tão grande amor,
A mim não causasse tanta dor...
Jamais eu perderia a razão,
Falando de você com tal fulgor.
E a chaga que corrói o coração,
Ainda dormiria sem valor.
Falar de tudo isso novamente,
Do amor, que um dia só foi meu,
Tocar no sonho já dormente
Lembrando do que já me pertenceu.
Me faz ficar pensando eternamente
em tudo que perdi tão lentamente,
Num sopro de orgulho machucado.
Eu fico feito cega tateando.
E sofro com o coração calado.
No vazio imenso do meu ser,
Não sei onde deixei a felicidade!
Será que foi na minha mocidade,
Ou num futuro próximo me esperando.
Mas sei que só causei-lhe sofrimento.
Cerrando os olhos para não ver...
Agora enquanto eu fujo da verdade,
Eu sinto o bater de um lamento,
No peito que reclama de saudade.
Se eu pudesse apagar qualquer vestígio
De joelhos pediria se preciso...
Por aquela que em vil momento,
Desprezou tão belo sentimento.
Por achar que nada disso era importante
E o beijo que era doce,
Essa boca nunca mais provou.
Hoje sei que nada disso adiantaria,
O amor que era belo se acabou...
Por mais que eu sofra nada pagaria,
A dor que meu sonho lhe causou.
Perdoa se eu não amei na hora certa
durante todo mal por qual passei,
Deixei a alma deserta;
E hipócrita, te perdi.
Sem nunca ter falado que te amei.
Perdoa essa alma estraçalhada
Perdoa quem já foi a sua amada.
Perdoa porque do sonho acordei,
Agora me encontro só, desesperada,
Porque tomo ciência que te amei.
Morrendo lentamente condenada.
Do amargo veneno que provei.
Entre angústias e delírios.
Não há bálsamo para minha dor.
Te perdi para sempre meu amor!
E sofro todo dia a tua ausência...
18
- Lembranças de um amor ausente
( Vera Alice Danuccio)
Eras meigo, qual brisa matinal,
tinhas luz e , no olhar, muito esplendor
E com teu lábio quase virginal
Tu me fizeste ver o que era o Amor!
Foi assim que te vi, pela alma adentro,
Como um porto seguro onde ancorei!
Foste um leme, desviando o meu tormento,
E o mar onde, tranqüila, naveguei!
Porém, na turbulência do meu ser,
Fui amando quem não me pertencia
Logo eu, que tinha tanto o que aprender...
O que já era meu não quis reter
E fui querendo quem não me queria
E acabei, meu Amor, por te perder!
19
- Apenas Só....
(Lenamais)
Rolo no leito desfeito
noite escura e sem sabor
Sinto a brisa no desleixo
O meu corpo maltratar
Procuro em vão por ti
nada encontro...
No meu caracol
enrosco-me só
Os afagos sem apontar
nem teus braços e abraços
senti me apalpar
Lembranças a acalentar
De agasalho vêm apor
No meu corpo frio e saudoso
Do teu corpo a fervilhar
Sinto a brisa fria e nua
Sinto o frio da ausência
Sem poder te tocar
Sigo... Apenas Só
23.10.2002 Niterói/RJ
www.lenamais.com.br
20
- Tua Ausência
(Carvalho Branco)
É
tão estranha essa tua ausência...
Como podes estar assim ausente,
se com toda a minha consciência,
sinto-te noite e dia aqui presente?
Dormimos
juntos, faz-se amor...
Exploras-me todos os meus recantos...
Sinto na minha boca o teu sabor...
Amor que é feito de mil encantos!
Manhã
seguinte, sorridente,
passas o dedo pelo meu nariz...
Fica-me assim muito mais patente,
que estás presente, fazes-me feliz!
Só
eu te vejo e ninguém mais...
e ninguém sabe quando virás...
Eu não conheço outros casais
que vivam assim: amor e paz...
Quando,
porém, será o dia?...
Virás sorrindo, chegarás de manso
não haverá aplausos, nem folia...
Estarei na espera... No remanso...
E
nesse dia, saberei então,
que ali termina esta tua ausência...
Estando pleno o meu coração,
amando-nos, enfim, com veemência...
21 - Ausência
(Schyrlei Pinheiro)
Ensina-me a suportar a tua ausência,
a controlar minha saudade,
conhecer a medida certa do nosso bem querer.
Não quero fazer-te sofrer com meus ciúmes
Quero sempre poder,
aos teus olhos, demonstrar
o quanto estou feliz com tua volta
e juntos podermos abrir novamente
a porta da felicidade,
que se fecha a cada despedida
à espera do teu retorno.
22
- Tua Ausência
(Célia Lamounier)
Serás apenas isso?
Mais uma folha morta
que se perde ao vento,
mais uma pétala seca
que se guarda...
E se lembra sempre?
Porque a tua ausência
é você que ficou comigo
e aquele amor enorme
adormeceu dentro de mim.
A tua ausência deixou
minha vida vazia.
e eu queria nesta hora fria
te reencontrar
Pois é preciso perder
para sentir a falta
e solitária implorar
de quem partiu a volta.
Tua ausência é desejo
vivo só por te esperar.
23
- Quando não Estás....
(Venina M.dos Santos)
Tento não lembrar - te tanto,
mas sou flor tenra e sensível
e quando não estás comigo,
vou sofrendo este castigo,
pois esquecer - te é impossível!
Minh´alma suspira triste
olhando pro Sol poente...
Vejo a tarde que enrubesce,
porém tu não apareces...
Ah, que saudade inclemente!
O mar se revolve em ondas...
Me inebria a maresia,
como da brisa o aroma;
e a saudade me toma,
pois tua ausência é agonia...
Quando não estás, minha vida,
somente o luar me afaga
junto às estrelas silentes
que sabem que estás ausente
e o belo, pra mim, se apaga...
As horas nunca se acabam...
Longas noites saturnais...
Fico na insônia à deriva
qual numa teia, cativa,
em silêncios sepulcrais...
Vem que meus braços te esperam
minha boca quer teus beijos
o meu corpo delirante
freme e pede, vacilante,
que sacies seus desejos!
24
- Tua Ausência.
Cel (Cecília Carvalho)
Tua ausência me definha
me faz viver na demência
toma minha alma e desalinha
sem sequer sentir clemência.
Queria estar contigo agora
varando a distância e o tempo
navegar pelo mundo afora
você não me sai do pensamento.
Não sei por onde andas
sequer se pensa em mim
mas meu coração ainda te sonda
quer trazer você pra mim.
E me perco te buscando
sentindo forte tua ausência
só em você vivo pensando
do amor és minha essência.
E deixo solto o pensamento
deixo que te leve meu coração
quem sabe por um momento
seja sua doce emoção.
*** Labirintos da Alma ***
25 - Lembranças
(Nancy Cobo)
Lembranças do que foi bom
Deixam marcas e muitas saudades
Tenho boas lembranças de minha Infância
Adolescência e Juventude
Lembro de momentos vividos, que jamais voltaram
Mas que deixaram marcas tatuadas
Que nunca mais saíram da memória.
Lembrar de amores vividos, perdidos, de amores não correspondidos
De amor Paixão...
Amor paixão é o que sinto por você
Lembro de cada segundo dos nossos momentos
Seria bom demais se pudéssemos ficar juntos todos os segundos
que formam os minutos de uma hora.
Mas temos nossas vidas
Nosso trabalho, e por isso temos que nos separar
Mas sabemos que juntos ficaremos novamente.
E pensando nesses momentos que ficamos juntos
é que eu me renovo, para saber que outros momentos
Virão e com certeza, estaremos mais uma vez nos amando
Esse é o amor Paixão que faz com que as nossas lembranças
O renove e nos prenda um ao outro
Nos dando a certeza, que sabemos manter
Sempre Viva e Acessa a chama do nosso amor
26
- Boa noite amor
(bette vittorino)
Deitada em nossa cama
a tua presença é sentida mesmo que não esteja aqui.
Em todos objetos que toco
sinto teu perfume.
É como se tivesse registrado
teus movimentos
a ferro e fogo em mim..
Existem momentos
que quero dispersar a tua marca
e tentar me libertar destas amarras
a mim imposta.
Impossível!
A tua ausência é um fato que jamais será modificado,
enquanto houver forças
que impulsionem as cordas
do meu pobre e louco coração.
Boa noite amor era o que eu queria te dizer...
27
- Épocas esparsas
Belvedere
em épocas esparsas,
lembravam que ela
existia
e a ausência deles
sentia.
Não era de reclamar,
nem mendigar atenções.
Em épocas esparsas,
faziam balbúrdias,
tocavam músicas
e riam muito,
falavam muito,
comiam muito
e bebiam demais...
Até que voltava
a realidade
das épocas esparsas
e ela ficava só...
28 - Marasmo Cruel
Alberto Peyrano
(Versão em português Jane Botti)
Os contornos dos meus beijos
esvaziaram-se do teu impulso,
alambiquei a minha sede no teu olhar
e não deste à razão sentido.
Fiquei oco na noite
desejando a oportuna carícia
da tua mão insustentável
e minha avidez não claudicou no tempo
ainda que o espaço deu-me a larga margem
da tua ausência eterna.
A minha extenuação sem limites
convocou-me à plenitude do reencontro imaginado a
cada noite, cada instante, cada aurora
e o sol ardeu sobre as minhas veias tesas
secando a alma
que partiu em tua busca.
Este marasmo cruel, esta não-vida
Compromete-me a desandar por onde vim
Para viver um pouco mais... já morto


 
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