O MEU AVESSO

Fernando  Santos 

e 

Marici Bross

 

Quem é a desconhecida

Que de noite aparece

Que me desperta atrevida

E tanto a meu corpo aquece

(Fernando)

 

Sou a tua alma,

Que em noites de amor.

Acorda-te com o fogo da paixão.

Para teu corpo aquecer.

(Marici)

 

Na noite escura não vejo

Mas transmitem sensações

Que os lábios quentes num beijo

Lembram dois rubros tições!

(Fernando)

 

Em noites escuras

Tateio teu corpo, num ir e vir

A te sentir com meus lábios

Quentes a te percorrer.

(Marici)

 

Serás tu? Mulher poesia

Quem docemente me afaga?

Transmitindo fantasia.

Como o vinho que embriaga.

(Fernando)

 

Sou a lira que te afaga

Numa poesia própria... minha

Onde reina a fantasia.

E te embriagas,

Na seiva de meu corpo.

(Marici)

 

Serás tu o meu avesso,

Que nunca mostro a ninguém?

Serei eu que te mereço

E me mereces também?

(Fernando)

 

Sim sou o teu avesso,

E teu verso e anverso.

Mereço-te, e me mereces.

(Marici)

 

Vamos sair deste sonho

Que trago no peito!...

O meu outono?... Risonho!...

Do avesso, ... Ou do direito!!!

(Fernando)

 

Porquê? Se este sonho.

É meu também,...

E neste outono,

O avesso é primavera!

Continuemos, nossos sonhos...

(Marici)

Lisboa - São Paulo - 11-12-02.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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