Fotos de Marici Bross
"Aracajú"
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Uma das mais belas e bem estruturada cidade do Nordeste é a capital do pequeno estado de Sergipe, o menor estado brasileiro em extensão. Seu nome é derivado das palavras arara e cajueiro. Aracaju vem mantendo uma atmosfera de cidade calma, com grande vocação para deixar seus visitantes bem à vontade, É uma cidade cujo planejamento turístico vem sendo feito de forma bem planejada, procurando realmente dar ao turista o que tem de melhor tanto em suas belezas naturais como no atendimento hoteleiro, nos restaurantes, bares e comércio em geral. A população realmente se preparou para dar o melhor de si a todos que ali chegam. Suas praias oferecem águas calmas, tépidas e convidativas. A saber: Praia dos Artistas, Atalaia, Aruana, Robalo, Náufragos e Mosqueiro são emolduradas por quiosques, que servem o que há de melhor na culinária local: caranguejos, camarões e os caldinhos de lambreta e de sururu. Banhada pelos rios Sergipe e Vaza Barris - o berço dos manguezais, abriga caranguejos, crustáceos e moluscos. Opções de mergulho também são oferecidas em lajes de corais, a menos de uma milha da costa. Bem como, pode-se conhecer os interiores de diversos navios naufragados a cerca de 30 metros de profundidade. A Orla de Atalaia possui 6 km de extensão e está totalmente equipada para o lazer com quadras poliesportivas, Praça de Eventos, um complexo de bares e restaurantes e os melhores hotéis e pousadas da capital. Sendo o Oceanário, (em forma de tartaruga), uma de suas principais atrações com 20 aquários que mostram a rica e diversificada flora e fauna marítima e fluvial de Sergipe. No litoral norte existe uma região de praias selvagens. Verdadeiro paraíso a que se tem acesso por barcos, como a Ponte dos Mangues, no município de Pacatuba, a 116 quilômetros de Aracaju. No litoral sul, temos as praias de Caueira, Abais e Saco do Rio Real formam a Costa das Dunas e é o local preferido dos sergipanos para suas casas de veraneio. Formações de areia que chegam a 20 metros de altura se misturam com paisagens compostas de lagoas, manguezais, coqueirais e reserva ecológica de mata Atlântica. No centro histórico da cidade, os mercados Antonio Franco e Thales Ferraz, totalmente recuperados e transformados em centro de cultura e lazer são o ponto ideal para se conhecer o rico artesanato ideal e se deliciar com as comidas típicas, ricas em cores e sabores. Muito diversificada, a cultura aracajuana contempla música, folclore, pintura, artes plásticas o geral e artes cênicas fazendo da cidade um dos mais importantes centros culturais do Nordeste. Na pintura, Aracaju tem valores que se destacam em todo Brasil. Um dos maiores deles é Alfredo Mallet, aquarelista que vem conquistando cada vez mais espaços com a riqueza de sua obra.
Aracaju – Mangue Seco.(BA) Famosa terra da personagem Tieta, romance de Jorge Amado, seguiremos pelo litoral sul, com a travessia de balsa (10 minutos), parando na Praia do Saco para apreciar uma visão maravilhosa de dunas, coqueiros, mar, etc; Em seguida iremos até Porto do Mato onde atravessaremos de lancha pelos rios Piauitinga e Real (10 min); Chegando em Mangue Seco teremos para alugar bugres para passear pelas dunas e coqueiros (cenários de gravações da novela Tieta do Agreste) até chegar no ponto de parada para banho de mar.
EM DIREÇÃO AO RIO SÃO FRANCISCO Rio de integração nacional, que os indígenas chamavam de “Opara”, que significa Rio-Mar. Nasce em São Roque de Minas em Minas Gerais. Dois pequenos olhos d’água brotam do chão (distanciados um do outro, não mais que 15 metros) e se juntam formando um pequeno ribeirão. Seguindo em seu leito rochoso, atravessando os estados nordestinos da Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe (onde percorre 150km). Saindo de Aracaju, em direção a Canindé do São Francisco, percorremos terras áridas e secas, passando pelo projeto Califórnia de irrigação onde o contraste é radical vislumbramos plantações de uvas, acerola, maça, quiabo, feijão, e ainda, vegetais, verduras e flores. Onde o sertão Sergipano floresce de forma prospera e rica, possibilitando a permanência de seus filhos amados, em sua terra natal. E desta forma continuamos nossa viagem passando por lugares pitorescos onde notamos algumas curiosidades como na cidadezinha de Ribeiropólis aonde vimos chegar um caminhão cheio de latas d’água onde homens descem com seus regadores para regar os jardins que entremeiam as ruas da cidade. Em Itabaiana notamos a presença de muitos motoqueiros sem capacetes de proteção, isto se deve ao fato de até pouco tempo ser proibido o uso dos mesmos devido ao grande número de “mortes por encomenda” onde os matadores costumavam eliminar suas vitimas chegando de motocicletas e capacetes, dificultando a identificação. Passamos por Poço Redondo, Município que abriga vários sítios ecológicos, nos quais foram encontrados fósseis pré-históricos, sendo, também, a cidade onde foi morto Lampião e alguns de seu bando seu bando, na Grota do Angico, sendo que as cabeças decepadas foram expostas em praça publica por alguns dias, em 1 938. Cidadezinha pequena onde esta sendo construído o Memorial do Cangaço para registros desta época, e onde tivemos oportunidade de conhecer o famoso doce feito de flor de cactos. Outra parada interessante foi no Museu Arqueológico de Xingó, cujo acervo arqueológico reúne cerca de 55.000 peças: esqueletos humanos, utensílios e registros referentes à cultura da região. Peças estas que se encontravam na região há cerca de 9.000 anos. Outro ponto interessante pelo qual passamos é a região dos mangues e do Projeto Tamar. Viajando pela Costa dos Manguezais encontramos muita natureza, preservada e intocada. Localizada no Litoral Norte de Sergipe, a região reúne nos municípios de Pirambu e Pacatuba uma diversidade única no Nordeste.A região abriga praias ainda pouco exploradas, como a de Ponta dos Mangues, no município de Pacatuba. Semideserta, a praia é freqüentada por surfistas e turistas que se dedicam à aventura. Um paraíso.De raríssima beleza é o Pantanal de Pacatuba, o Pantanal Nordestino. Com 40 km2, o pantanal é a maior área alagada do Nordeste. A região abriga mais de 100 espécies de aves e animais ameaçados de extinção, como o jacaré de papo amarelo.Outra praia, a de Pirambu, com 45 quilômetros de extensão ao longo da costa oceânica, abriga uma das bases do Projeto Tamar e a Reserva Ecológica de Santa Isabel, área de proteção ambiental. Pirambu, palavra de origem tupi, que significa peixe grande, abundância, grandiosidade -, nome que caracteriza bem a cidade, maior produtor de camarão do Estado, localizado a 76 km da capital, na foz do rio Japaratuba. Na desembocadura do rio tem um terminal pesqueiro que recebe diariamente mais de 40 barcos, que fazem parte de um dos belos cenários da cidade. Mas os atrativos do município vão muito além: lagoas, extensas praias, manguezais, dunas, coqueirais e áreas de proteção ambiental merecem destaque em Pirambu, oferecendo lazer, paisagens deslumbrantes, atividades esportivas e muita ecologia aos visitantes.
PROJETO TAMAR Com sede instalada na reserva Biológica de Santa Isabel, o Projeto Tamar, organização não-governamental, foi criado nos anos 80 pelo IBAMA para preservar as espécies de tartarugas marinhas ameaçadas de extinção. Várias bases foram implantadas ao longo do litoral brasileiro, merecendo destaque à de Pirambu, um dos principais centros de estudos das tartarugas marinhas, totalizando uma área de 131 km de praias monitoradas. Lá se reproduzem cinco das nove espécies de tartarugas marinhas existentes no planeta, sendo Sergipe o maior sítio reprodutivo do Brasil da espécie lepidochelys olivacea, conhecida como menor tartaruga do mundo. Em Pirambu, o Projeto Tamar fez mais do que preservar as tartarugas levou para os habitantes da cidade consciência ecológica, cidadã; e mostrou que a exploração desordenada só traz prejuízos a longo prazo. Até o camarão, produto de orgulho dos pescadores de Pirambu, por ser exportado para todo o Brasil, é agora pescado de maneira ordenada, sempre com a preocupação de manter a produção sob controle e evitar a pesca predatória, que ameaça a principal atividade econômica da comunidade. Além disso, os técnicos do projeto realizam junto à população um trabalho de resgate do artesanato e da cultura regional e promovem, também, passeios de barco pelo estuário do rio Japaratuba para se conhecer a rica flora e fauna do manguezal. Desta forma chegamos as margens do Velho Chico onde está a imponente “Usina Hidroelétrica de Xingo”, com um reservatório de 60Km2, que formam imensos canyons. E assim chegamos a Canindé de São Francisco onde ficaremos hospedados para posterior passeio pelos canyons de Xingo.
ALGUMAS LENDAS
Lenda da origem do Rio. Os índios viviam em várias tribos felizes nos chapadões. Entre eles havia uma linda mulher, a doce Iate. Era noiva de um forte guerreiro, um dia houve uma guerra nas terras do norte e todos os guerreiros foram para a luta. Eram tantos, que os seus passos afundaram a terra formando um grande sulco. Entre eles estava o noivo da formosa índia que tomada de saudades pelo seu amado chorou copiosamente. Suas lágrimas foram tantas que escorreram pelo chapadão despencando do alto da serra formando uma linda cascata, e caindo no sulco criado pelos passos dos Guerreiros, escorreram para o norte e lá muito longe se derramou no oceano, e assim se formou o rio São Francisco.
RIO DORME Há uma lenda em todo o Médio São Francisco sobre o sono do rio. A meia noite as águas adormecem, o rio se aquieta por alguns minutos, e todos os seres de suas águas adormecem. Nesses poucos momentos não se pode despertá-los, pois acordados as águas se enfurecem virando as canoas e inundando as terras. Não se deve, portanto desrespeitar o leve sono das águas. Quando o rio dorme as almas dos afogados se dirigem para as estrelas, a mãe d'água sai e se senta nas pedras no meio do rio e enxuga os longos cabelos, os peixes param no fundo do rio, as cobras perdem o veneno. Se alguém despertar as águas ficam tumultuadas e bóiam todos os cadáveres dos afogados e não há quem possa navegar.
CÂNIONS DO XINGÓ Um dos mais belos espetáculos da Terra, o Cânion Xingó tornou-se acessível com a construção da Hidrelétrica de Xingo, o que formou um reservatório de 65 Km de extensão. O esforço conjunto do homem e da natureza deu ao Agreste sergipano um dos mais belos espetáculos do planeta. Paisagens belíssimas, formações rochosas deslumbrantes, água cristalina, trilhas ecológicas, vegetação exuberante e fauna diversificada: Isso é Xingó, localizado no município de Canindé do São Francisco, a 213 km da capital. Navegar por entre as rochas dessa gigantesca muralha encravada no meio do Alto Sertão de Sergipe é algo inesquecível. São vales grandiosos, formando canyons de até 50 metros de altura, circundando um lago que, em alguns pontos, atinge até 190 metros de profundidade. Ninhais de garças e ilhas flutuantes completam o espetáculo. Em Xingó, a natureza caprichou em todos os detalhes. As rochas guardam vestígios dos primeiros habitantes da região, que ali viveram a mais de oito mil anos atrás. E, também, as marcas das andanças do bando de Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, em tempos menos distantes. A trilha de Angico, no município de Poço Redondo, leva à grota do mesmo nome, local onde morreram Lampião, Maria Bonita e mais nove companheiros. De catamarã ou lancha, percorrer esse mar em pleno sertão - que une os estados da Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco - é uma sucessão de belas imagens, geradas pela evolução dos pássaros ao entardecer e pelas formas de seus rochedos, identificados um a um pelos ribeirinhos. O mais famoso é a Pedra da Águia, um capricho da natureza com a forma da ave. Todos os passeios incluem paradas para mergulho, sendo um dos melhores pontos a Gruta do Talhado. E desta forma conhecemos mais um pouco do nordeste brasileiro desta vez percorri uma parte do Estado de Sergipe.
Marici Bross |
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