Fotos de Marici Bross

 

"São Luiz do Maranhão - MA"

 

A capital maranhense, lembrada hoje pelo enorme casario de arquitetura portuguesa, no início abrigava apenas ocas de madeira e palha e uma paisagem quase intocada. Aqui ficava a aldeia de Upaon-Açu, onde os índios tupinambás - entre 200 e 600, segundo cronistas franceses - viviam da agricultura de subsistência (pequenas plantações de mandioca e batata doce) e das ofertas da natureza, caçando, pescando, coletando frutas.
O grande fluxo comercial de algodão, que chegou a fazer da capital maranhense a terceira cidade mais populosa do país (atrás apenas do Rio de Janeiro e Salvador), entrou em decadência no fim do século XIX, devido à recuperação da produção norte-americana e a abolição da escravatura. A produção agrícola foi aos poucos sendo suplantada pela indústria têxtil que, além de matéria-prima, encontrou mão-de-obra e mercado consumidor na região. A nova atividade colaborou para a expansão geográfica da cidade e surgimento de novos bairros na periferia
Palácio dos Leões - erguida pelos franceses uma fortificação em homenagem ao rei Luis XIII em 1612. A estrutura do atual prédio foi construída no final do séc. XVIII e passou por inúmeras reformas, até assumir o estilo neoclássico. Hoje é a sede do Governo do Estado.
Palácio dos Leões - erguida pelos franceses uma fortificação em homenagem ao rei Luis XIII em 1612. A estrutura do atual prédio foi construída no final do séc. XVIII e passou por inúmeras reformas, até assumir o estilo neoclássico. Hoje é a sede do Governo do Estado.
CEPRAMA - Antiga fábrica têxtil Companhia de Fiação e Tecidos de Cânhamo, reúne hoje o artesanato produzido em todo o estado.
Igreja N.Sra. dos Remédios - Construída em 1719 no estilo gótico, fica na praça Gonçalves Dias, de onde se tem uma das vistas mais bonitas da cidade. 
A terra de palmeiras dos versos do ludovicense Gonçalves Dias reflete em toda sua plenitude a miscigenação de raças característica da formação do povo brasileiro. Traços culturais de origem africana, européia e indígena são identificados a cada passo de dança, a cada rufar de caixas, nas rezas e nas roupas das festas. Aqui, as influências vindas de outros cantos se unem e se recriam, fazendo da cidade uma dos maiores pólos culturais e turísticos do país.

Sede da terceira maior comunidade negra do país (atrás do Rio de Janeiro e Salvador), São Luís tem nas manifestações culturais e religiosas de origem africana uma de suas maiores riquezas. Se a herança da colonização portuguesa se faz presente principalmente na arquitetura dos sobrados concentrados no centro histórico, o legado dos africanos se espalhou pela periferia da cidade e pelo interior do estado. 
 
São Luís: Patrimônio da Humanidade
Em 1997, a Unesco concedeu à cidade o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. Reconheceu a beleza e importância de um dos maiores conjuntos de arquitetura civil de origem européia no mundo.
A restauração do casario começou pela Praia Grande, no início da década de 80, com a Praça do Comércio, início da década de 80, com a Praça do Comércio, Mercado Coberto, Albergue e Beco da Prensa. Em 1987, após alguns anos parados, o programa é retomado durante o mandato do presidente José Sarney. Vinte e cinco milhões de dólares são investidos para restaurar cerca de 200 construções na Praia Grande como parte do Projeto Reviver. Postes de eletricidade foram substituídos por similares de ferro à moda antiga e praças, jardins e calçadas foram reformados.
 
é retomado durante o mandato do presidente José Sarney. Vinte e cinco milhões de dólares são investidos para restaurar cerca de 200 construções na Praia Grande como parte do Projeto Reviver. Postes de eletricidade foram substituídos por similares de ferro à moda antiga e praças, jardins e calçadas foram reformados.


 
ARQUITETURA
 
Nada de igrejas suntuosas repletas de detalhes em ouro e imponentes construções militares ou públicas. O patrimônio arquitetônico de São Luís destaca-se pela uniformidade, pela beleza simples e regular das casas que constituem seu centro histórico. Construídos pelos senhores que comandavam a produção de algodão na região, os solares e sobrados são marcas vivas do apogeu econômico da cidade.

Os estabelecimentos comerciais funcionavam no térreo dos sobrados.

Praia Grande: bairro mais antigo e tradicional da cidade.
 
As escadas levam aos pavimentos de cima, onde ficam os cômodos da casa. Muitas têm portas em pedra de cantaria e sacadas em pedra de lioz. Os sobrados, com até quatro pavimentos, tinham dupla função: no térreo funcionava o comércio e, nos andares superiores, as acomodações.

Museu Histórico e Artístico - os senhores guardavam suas carruagens em pátios .

Alguns possuem mirantes e porão (um belo estudo sobre os detalhes das típicas construções de São Luís e Alcântara pode ser encontrado no livro Arquitetura Luso-brasileira no Maranhão, de Olavo Pereira da Silva F.).
No final do século XVIII, uma idéia funcional começou a se transformar na principal marca do casario ludovicense:
trazidos de Portugal para revestir as casas e amenizar os efeitos do calor e da umidade, os azulejos são um colorido que dá charme e autenticidade única às ruas do centro.
 
Foram usados também para decoração e elaborações de painéis nos interiores das casas, inspirando um viajante francês a dar o título de 'Pequena vila dos palácios de porcelana' a São Luís.

A experiência bem sucedida acabou sendo 'exportada' de volta para cidades portuguesas do Porto e Lisboa, justamente quando esta começava a ser reconstruída após o enorme terremoto que a destruiu em 1755. Mas, andando pelas ruas de São Luís, não se deixe enganar: várias casas foram revestidas de azulejos industrializados já no século XX, principalmente depois que uma lei municipal isentou de impostos as construções azulejadas.
Mais do que peças decorativas, os azulejos protegem as casas da ação do tempo além de serem uma boa opção para o clima quente da cidade pois refletem a luz e o calor do sol.

Informações colhidas na net e atravbés de folhetos turístico

 

Marici Bross - agosto de 2006

 

 

 

 

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