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TERNURA
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Marici Bross
Da Terra e Da
Água
Cor
de terra… Dá-lhe a subtil luz,
Como pincel que lá ficara,
Feito de laivos, propositadamente caídos,
O descanso sereno, que nos olhos é ternura,
No colo e nos seios, coração e armadura.
Nos punhos, quebrado do barro o entusiasmo,
O reteso luzidio, misto de força e de fragilidade,
Tem qualquer coisa de androginia,
Dúvida que a autora dissolve quando do ventre,
O dilate da cozedura atinge a sua maioridade,
Assumindo então uma matiz perfeita,
Que nos é dada a ver pela compreensão
Da luz, deixada em suavidade pela tempera.
Já o quadris e as pernas,
São o expoente da feminilidade,
Que as mãos incitam, tanto à abertura,
Como ao mistério lá contido.
Jorge
Humberto
(25/12/2003)
jorgehumberto@netvisao.pt
 
Página
produzida por Márcio Soriano.
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