|
|
QUANDO... José Geraldo Martinez Marici
Bross
Quando o tempo me encostar, apenas com as lembranças, haverá de um rio chorar, a então criança! Martinez
O tempo por vezes é cruel. Mas... Nem sempre Pois lembranças de fatos Bem vividos, podem fazer A alegria retornar. Marici
Como chorarão os ipês, nas estradas onde os contemplei... Os salões de tantos bailes, em que com muitas dancei ! Martinez
Os ipês choram, Mas flores também, ofertam. Tal qual os bailes da juventude Onde dançamos e sonhamos Marici
Quando o tempo me encostar, haverei de ter os amigos ao meu redor, numa barulhenta alegria, revivendo os belos dias, riremos de nós! Martinez
Amigos, sempre conservamos. São nossos esteios, E nossa alegria do reviver. Onde a vida é repassada E lembrada carinhosamente. Marici
Haverão de chorar os poemas, aqueles que fiz inflamado, no tempo que a paixão nos condena, a amores fracassados... Martinez. Amores fracassados, sempre os teremos, Seja qual for nossa idade. Mas, somos poetas. E poesias, sempre, escreverão. Marici
Porém, haverão de sorrir as flores. Reguei-as por toda vida ... Os cometas viajores, de minhas noites perdidas ! Martinez
As flores, multicores, Belas e cheirosas Serão nossas melhores amizades. Pois sempre nos acolhem Exalando amor e carinho. Marici
Algum amor que uma lembrança de mim possa ter, quando dela fui um sonho esperançoso... Perdido em nossa adolescência, de um tempo glamuroso... Martinez.
Todos temos lembranças e sonhos. Deste tempo adolescente. Afinal foram tempos maravilhosos. Que nunca iremos esquecer Marici
Haverão de sorrir as aves, os delicados beija-flores... As pombas das invernadas, as tranqüilas manhãs orvalhadas. Martinez
No sorrir das aves, Os beija-flores a beijar sua flor. Sempre trarão alento. De um amor que se foi. Mas que o pólen deixou. Marici
Quando o tempo me encostar... Haverão de sorrir as primaveras! O vento que foi sempre amigo, traquino em minhas janelas... Martinez
O vento é sempre amigo, Sopra suave em nosso corpo Numa delicadeza de primavera. O tempo passou, mas aqui ficamos A desfrutar a beleza, em flor. Marici
Haverão de sorrir meus filhos, amparando-me em seus peitos... O velho que se torna menino, nos ombros de homens feitos! Martinez.
O tempo passa, Nossos filhos, nos acolhem Nos tornamos a criança amada. Por adultos que se tornaram Para em sua vida, nos acolher. Marici
As obras que deixei pelo mundo... Alguns bens espirituais! Traçados em correto prumo, em meus valores morais! Martinez.
Nossos valores repassamos Seja por conselhos ou exemplos. Nossas obras ficaram, Como o esteio de suas vidas. Marici
Haverão de balançar os sinos, de algumas centenas de catedrais, onde debrucei meus joelhos, pedindo perdão ao meu Pai ! Martinez
As catedrais ficarão. E as pequenas igrejas, também. E é ali que nossos filhos Recorrerão para seu perdão Também pedir. Marici
Haverá de ter sorrido a minha alma, nestes todos meus anos idos... Vendo ao final desta existência, a plena consciência do dever cumprido! Martinez
Nosso dever foi cumprido. Foram anos vividos Onde o amor e a paz. Deixaremos, com a certeza De nossa missão termos cumprido. Marici SP, 04-07-07 www.josegeraldomartinez.hpg.ig.com.br/ alliaskofyou.mid
O
conteúdo deste site é protegido pela Lei de Direito Autorais de Nº 9.610,
|