Suave Inquietude
É suave esta inquietude que não me deixa, cerrar os olhos.
Não é a costumeira insônia, que sempre me atormenta.
Não é o frio ou o calor da noite
Não é magoa ou dor
Acendo a luz, e, sinto-me bem a olhar o teto branco de meu quarto
Olho o ponteiro de meu relógio e reparo, é meia noite.
Olho novamente e o ponteiro continua a caminhar
lentamente, na noite que é fresca e convida ao sono.
Sinto-me invadida por uma doce inquietude.
Levanto-me e mansamente me olho no espelho
O que vejo, me agrada. Uma jovem de cabelos castanhos
e lindos olhos verdes.
Penso, é feliz essa menina?
Que importa?
Suave inquietude, silêncio...
II
Abro a janela. olho a noite,
que noite simpática, cheia de estrelas
que parecem piscar em minha direção
Olho com mais vagar e penso
De onde elas vem, porque brilham?
Não sei. São belas!!
Deixo a janela, e sento-me em minha cama.
Pego um cigarro e começo a soltar espirais
que sobem para o teto branco.
Ao longe, ouço uma música suave e penso em você
No que sou e no que você é
E concluo, sou a praia e você o mar
Sou branca e suave
Você manso ou feroz
Dependendo de tua vontade
Eu o amo, e você me ama
Sim, é verdade, pois a praia
não existe, sem o mar
Suave inquietude...silencio....
Sou feliz !
Marici Bross
23/03/65

 
|